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Não sei se escrever resenhas e críticas logo após sair do cinema é boa coisa, mas aqui vamos nós…
Acabamos de sair da estreia de Wolverine Imortal, novo filme Marvel – Fox, e o saldo é bem positivo, me divertiu bastante, acreditem!

Depois do sofrível X-Men Origens: Wolverine, confesso que qualquer outra produção com jeito de sequência seria odiada. Como este novo filme tinha outra premissa, ganhou 1/10 voto de confiança. Assisti a apenas um trailer e foi Ok. Entrei na sessão de sexta com a expectativa abaixo dos calcanhares, me preparando para qualquer eventual desculpa do tipo: “Poisé, erram de novo” ou “Desculpe meu anjo, devíamos ter assistido na terça-feira e pago meia por este traste…”, mas não! Nem o filme (nem Wolverine) morrem no final, tal qual a piadinha recorrente, relativa a trilha sonora ser de Sandy e Júnior.

Baseada na série em quadrinhos de Chris Claremont e Frank Miller, quando Logan viaja ao Japão para recuperar o amor de Mariko Yashida, o roteiro foi até que bem competente em estabelecer a relação romântica entre casal nada convencional. Lembro que este filme apenas se baseia no arco de histórias de “Eu, Wolverine” e os elementos são costurados com o cenário final de X-Men 3 – Confronto Final. Sim, você pode ignorar solenemente X-Men Origens: Wolverine, de onde nada se aproveita.

Os personagens japoneses ficaram bem caracterizados e não desagradam. Aliás, são muitas as legendas japonês-inglês, parabéns!

Se originalmente Wolverine vai ao Japão para lutar pelo amor de Mariko e controlar sua fera interior, agora em Imortal, ele busca acabar com o peso da morte de Jean e sua depressão. No meio da caminho, uma herança dos tempos de guerra e uma japonezinha para curar um coração partido… Boa a forma como “mortalizaram” o carcajú, não tão boa sua fúria assassina (bloqueada pela censura, claro).

Ficam a desejar os vilões. Se a caracterização do Samurai de Prata ficou modafoca, seu motivo por estar ali e um outro vilão que nem vale a pena comentar rebaixam o tom do filme. Vilão que conta seus planos no final é muito Austin Powers…

Falta ao roteiro um passo a mais, subir um degrau no clímax, para se tornar ótimo. Bom já serve. Não vamos nos comprometer tanto, né? Existiu um ótimo momento no filme onde eu parei e peguei soltando um “Não! Eles fizeram isso! Que f*da!”

Agora, fica o aviso: Não saia até o final da sequência de créditos principais finais! A cena faz o maior sentido para alinhavar outros filmes… X-Men – Dias de um Futuro Esquecido, outra grande HQ que será adaptada na sequência de First Class.

E podem falar o que for: Hugh Jackman está a frente do personagem há 13 anos! Um record, certamente!

Nossa avaliação:
( ) Ruim pacas, devolva meu dinheiro!
( ) Regular, devia ter esperado sair na TV…
( X ) Bom, cumpriu o prometido sem pisar no tomate!
( ) Muito bom mesmo, valeu o ingresso!
( ) Modafoca!

Wolverine – Imortal (The Wolverine)
EUA , 2013 – 126 min. Ação
Direção: James Mangold
Roteiro: Mark Bomback, Scott Frank
Elenco: Hugh Jackman, Famke Janssen, Svetlana Khodchenkova, Hal Yamanouchi, Tao Okamoto, Hiroyuki Sanada, Rila Fukushima, Brian Tee, Will Yun Lee

<p>Dinheiro não traz felicidade… mas compra quadrinhos, que é quase a mesma coisa!</p>

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