Tokyo Ghost – Rick Remender & Sean Murphy

Sinopse Oficial: Ilhas de Los Angeles, 2089. O planeta foi tomado pelos oceanos, mas a água é tão poluída que dissolve a pele. A humanidade está viciada em tecnologia em níveis inimagináveis, mesmo para os tempos em que vivemos hoje. A grande maioria, desempregada e famélica, vive em busca da alienação e um pouco de paz que o “barato” digital proporciona. Mesmo que para isso os tecnoiados precisem roubar e matar.

Todo mundo anda ocupado em evitar a realidade, enfurnado nos antros do ópio eletrônico, cujo monopólio está nas mãos de gângsteres comandados pelo famigerado Flak. E como em todo comércio que envolve viciados, os problemas não são poucos.

Para enquadrar os tecnoiados, cobrar dívidas e eliminar aqueles que incomodam além da conta, Flak e seus adeptos recorrem à dupla de delegados Led Dent e Debbie Decay, assassinos cruéis. Debbie, porém, nunca se rendeu ao vício digital, exceção das exceções, uma autêntica zero-tec. A dupla está prestes a cumprir uma missão longe da miserável Los Angeles. O objetivo: derrubar o último país que ainda não se rendeu ao mundo uberconectado, os Jardins Verdejantes de Tóquio. Muitos podem achar irônico ver um dos países mais tecnológicos ser transformado em bastião ecológico, mas não custa lembrar da milenar tradição de sua cultura, imersa na ética e na sabedoria dos samurais, que se faz presente e tem papel fundamental no enredo.

Escrito pelo aclamado roteirista Rick Remender (Deadly Class, X-Force, Fabulosos Vingadores, Venom, Capitão América), com arte magistral de Sean Murphy (Batman, Hellblazer, Vampiro Americano) e cores de Matt Hollingsworth (Wytches, Preacher, Demolidor, Hellboy), Tokyo Ghost é uma ficção científica distópica repleta de ação, com influências que começam em Blade Runner e William Gibson, passam por artistas futuristas dos anos 1970 e 1980 e chegam a Akira, além de mangás que evocam a cultura dos samurais.

E por falar em futuros distópicos, você sabe que realmente isso significa?
Distopia ou antiutopia é qualquer representação ou descrição organização social cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma “utopia negativa”. O termo também pode referir-se a um lugar ou estado imaginário em que se vive sob condições de extrema opressão, desespero ou privação. As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, pelo controle opressivo sobre toda a sociedade. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja por parte do estado, seja de instituições ou mesmo de corporações.

Distopias são frequentemente criadas como avisos ou como sátiras, mostrando as atuais convenções sociais e limites extrapolados ao máximo. Uma distopia está intimamente conectada à sociedade atual. Nesse aspecto, distopias diferem fundamentalmente das utopias, que são sistemas sociais idealizados e sem raízes na sociedade atual, figurando em outra época ou tempo ou após uma grande descontinuidade histórica. Um número considerável de histórias do subgênero cyberpunk de ficção científica, ambientadas num futuro mais ou menos próximo, usam padrões distópicos em que uma empresa de alta tecnologia domina um mundo em que os estados nacionais se tornaram fracos.

Na literatura, famosas distopias foram concebidas por George Orwell (1903-1950) e Aldous Huxley (1894-1963).

Traços comuns de uma sociedade distópica
A maioria das distopias tem alguma conexão com o nosso mundo, mas frequentemente se refere a um futuro imaginado ou a um mundo paralelo no qual a distopia foi engendrada pela ação ou falta de ação humana, por um mau comportamento ou por ignorância.

A literatura distópica costuma apresentar pelo menos alguns dos seguintes traços:

  • Tem conteúdo moral, projetando o modo como os nossos dilemas morais presentes figurariam no futuro.
  • Oferecem crítica social e apresentam as simpatias políticas do autor.
  • Exploram a estupidez coletiva.
  • O poder é mantido por uma elite, mediante a somatização e consequente alívio de certas carências e privações do indivíduo.
  • Discurso pessimista, raramente “flertando” com a esperança.
  • Violência banalizada e generalizada.

Exemplos de Distopias Cyberpunk:

  • Akira (1988)
  • Blade Runner
  • Ghost In The Shell (1994)
  • Cowboy Beebop
  • Johnny Mnemonic
  • Looper
  • Metropolis
  • Repo Men
  • RoboCop
  • O Exterminador do Futuro
  • Matrix
  • WALL-E

Dando sequência à parceria com a editora norte-americana Image — que teve início com a publicação de Wytches, de Scott Snyder e Jock —, a nova graphic novel da DarkSide® Graphic Novel, selo de quadrinhos da editora DarkSide® Books, faz comentários políticos nada animadores sobre o mundo que estamos construindo, cada vez mais idiotizado e mediado pela tecnologia. Além disso, traz uma história de amor e — por que não? — uma gota de esperança neste oceano sombrio que atravessamos atualmente.

Tokyo Ghost foi serializada entre 2015 e 2016 em dez edições nos EUA e agora ganha uma edição completa e definitiva com capa dura especial, além de extras como layouts de capas alternativas, estudos de personagem e trechos do roteiro. Um material completo, de fã para fã, como só a DarkSide® Books sabe publicar. Preparado para se conectar?

Sean Murphy, que atualmente vive na Croácia, é o roteirista/artista de Punk Rock Jesus, que entrou para a lista de mais vendidos do New York Times. Trabalhou em séries como Batman, Hellblazer, O Despertar e Vampiro Americano, na DC Comics.

Rick Remender é o roteirista/cocriador de séries como low, Fear Agent, Deadly Class e Black Science. Na Marvel, ele escreveu títulos como Fabulosos Vingadores, Capitão América, X-Force e Venom. Ele trabalhou no roteiro de videogames como Bulletstorm e Dead Space, e de filmes como O Gigante de Ferro, Anastasia e Titan A.E. Ele e a esposa Danni, vidrada em chá, moram atualmente em Los Angeles e criam dois lindos macaquinhos endiabrados.

Matt Hollingsworth é cervejeiro artesanal desde 1997 e juiz cervejeiro desde 1999. Já ganhou 18 medalhas, sendo 13 de ouro, em competições em New Jersey, Texas, Washington, Oregon e Londres. Já julgou competições no Oregon, na Croácia, na Eslovênia, na Eslováquia e na Bulgária. Entre uma cerveja e outra, ele colore quadrinhos desde 1991, incluindo aí Preacher, Demolidor, Gavião Arqueiro, O Despertar, Hellboy, Crononautas, Wytches (DarkSide® Books, 2017) e We Stand on Guard. Nascido na Califórnia, ele mora na Croácia com a querida esposa Branka e seu filho sensacional, Liam.

Tokyo Ghost é sim um dos melhores quadrinhos do gênero, lançados neste ano aqui no Brasil. A edição caprichada e recheada da Darkside só comprova isso. A arte de Sean Murphy é um ponto fortíssimo da edição, com impressionantes páginas duplas. O texto de Rick Remender parece escrito por alguém que realmente está curtindo o que faz. Confesso que por alguns poucos momentos a velocidade dos acontecimentos até me passou um pouco, mas não me perdi. Recomendo muito essa edição!

Link para compra:
https://www.darksidebooks.com.br/tokyo-ghost-drk-x/p
https://www.amazon.com.br/Tokyo-Ghost-Rick-Remender/dp/8594540868/

Ficha Técnica
Título | Tokyo Ghost
Autor | Rick Remender
Ilustrador | Sean Murphy
Cores | Matt Hollingsworth
Tradutor | Érico Assis
Editora | DarkSide®
Edição | 1a



Fabio Camatari Escrito por:

Dinheiro não traz felicidade... mas compra quadrinhos, que é quase a mesma coisa!