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Num filme que é sabidamente um “meio”, vamos ao cinema não para ver um filme completo, mas o desenvolvimento de boa parte do miolo da trama que adapta para as telonas, o livro O Hobbit, de J.R.R. Tolkien.

Em uma sala lotada no primeiro final de semana do filme, claro, em exibição 48 fps (como deve ser) vimos o Império Contra Ataca da nova trilogia de Peter Jasckson preencher o vazio deixado em dezembro passado após a estreia da primeira parte.

Mesmo controlada a ansiedade, foi inevitável entrar com uma expectativa moderada para o filme. Se você assistiu querendo um pipocão com começo-meio-fim e saber o que vem depois, sorry! Lembramos que o segundo filme é um grande meio (enfase no grande)…

Este segundo Hobbit é muito mais sombrio e adulto que o primeiro e divertido filme. Para quebrar o clima nhé, Peter Jackson nos presenteia com empolgantes cenas de ação, sem muito espaço para o humor do primeiro filme. As batalhas são fluídas e orgânicas, com várias ações acontecendo em toda tela e tudo absolutamente bem isolado. É possível acompanhar os acontecimentos sem problemas.

Os anões dão show e funcionam como uma unidade letal de World of Warcraft disfarçados de fofinhos-sujinhos. OS elfos, muito bem caracterizados, também parecem ter saído de uma game. Estão absurdamente rápidos e arrogantes, como devem ser!

E então entramos numa das cenas mais esperadas: a fuga dos anões descendo o rio com os barris. Memorável, divertida muito e bem organizada, uniu Orcs, Elfos e Anões em um sensacional combate.

Pausa para falarmos de Tauriel: elfa encomendada para a adaptação do livro funciona bem e nos faz matar um pouco da saudade da Kate (de LOST). A sardenta bota pra quebrar e nasceu para ser elfa!

Ao trocar o título do post, mostrei como Bilbo não foi o elemento mais esperado do filme. Todos queriam ver aquele que é até agora o maior e melhor dragão já produzido para os cinemas. Benedict Cumberbatch empresta sua voz perfeitamente! Todo cenário funciona ao redor do dragão. É possível sentir seu peso sobre as moedas (que numa sala com som digital, fazem você checar os bolsos…). Vilão do ano!

Temos muitas informações e arcos internos neste filme que não constam em seu equivalente no livro, como já dito sobre Tauriel e agora os personagens humanos. Mais perseguições e dramas são apresentados. O Necromante, personagem apenas citado nos livros, ganha maior papel e tudo começa a se encaixar para justificar esta nova trilogia como exata antecessora de O Senhor dos Anéis.

O filme só não leva nota máxima pelo motivo de ser o recheio entre duas partes: uma bem humorada e outra que promete trazer uma das maiores batalhas já filmadas e assim, acredito que ao final devamos ver a média do conjunto… Mais um ano de espera nos aguarda. E que venha O Hobbit – Lá e de Volta Outra Vez!

O Hobbit – A Desolação de Smaug (The Hobbit – The Desolation of Smaug)
Nova Zelândia , 2013 – 161 min. Fantasia

Direção: Peter Jackson
Roteiro: Peter Jackson, Philippa Boyens, Fran Walsh, Guillermo del Toro
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Luke Evans, Stephen Fry, Benedict Cumberbatch, James Nesbitt, Adam Brown, Aidan Turner, Dean O’Gorman, Graham McTavish, John Callen, Stephen Hunter, Mark Hadlow, Manu Bennett, Peter Hambleton, Ken Stott, Jed Brophy, William Kircher, Jeffrey Thomas, Mike Mizrahi, Sylvester McCoy, Lee Pace, Barry Humphries

Nossa avaliação:
( _ ) Ruim pacas, devolva meu dinheiro!
( _ ) Regular, devia ter esperado sair na TV…
( _ ) Bom, cumpriu o prometido sem pisar no tomate!
( X ) Muito bom mesmo, valeu o ingresso!
( _ ) Modafoca!

<p>Dinheiro não traz felicidade… mas compra quadrinhos, que é quase a mesma coisa!</p>

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