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Chegou esta semana às livrarias e melhores bancas a última edição da primeira fase do lançamento mais bem sucedido do ano: Piteco – Ingá, do selo Graphic MSP, pela Panini.

A edição vem fechar com chave de ouro um ano sensacional para os quadrinhos brasileiros. Demos um salto em visibilidade enorme, graças boa parte a este projeto e seu paladino, Sidney Gusman. O maior efeito foi apresentar ao grande público artistas do mais alto garbo e elegância – Danilo Beyruth, Vitor e Lu Cafaggi, Gustavo Duarte e Shiko. Eu mesmo, confesso, conhecia pouco ou quase nada o trabalho desta turma. Estou atrás de outras obras dos mesmos para conhecer melhor seus trabalhos.

Todas as obras são de alto nível, muito bem equilibradas, porém cada uma tem um destaque em particular. Fazendo uma rápida análise sobre os lançamentos de 2013:
Astronauta – Magnetar: Danilo Beyruth arrasa na narrativa e constrói um grande roteiro de ficção científica.
Laços Turma da Mônica: os irmãos Cafaggi extrapolaram minha escala e escreveram uma obra-prima, top five de tudo que já li. O cuidado com a produção só é superado pela maravilhosa história de amizade. Necessário para a vida!
Chico Bento – Pavor Espaciar: das quatro obras, Gustavo Duarte ficou com o humor. Você tem que ler duas vezes: uma para rir, outra para caçar as várias referências escondidas (ou não).
Piteco – Ingá: Shiko nos ofereceu a melhor arte. As cores e o traço remetem à antiguidade e a modernidade ao mesmo tempo… fora do comum!

Falando especificamente de Piteco – Ingá, este seria um ótimo roteiro a ser adaptado para o cinema. Aliás, ao terminar de ler, tive a nítida impressão de ter lido a adaptação de um filme para os quadrinhos.

A arte, como disse, é espetacular. Cada página é uma tela, uma pintura a ser degustada.

A trama, que mostra o sequestro de Thuga pelo Povo Tigre e seu resgate por Pìteco e seus amigos mistura elementos pré-históricos reais (como a pedra do Ingá, relato mais antigo de nossos ancestrais) e figuras do folclore brasileiro.

Que venha a Fase 2 de Graphic MSP e consolide este que poder ser um novo período de ouro dos quadrinhos brasileiros!

<p>Dinheiro não traz felicidade… mas compra quadrinhos, que é quase a mesma coisa!</p>

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