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Trocadilhos a parte, a dica cinematográfica da semana é Intocáveis (não o clássico da máfia), filme francês que foge daquele perfil “cabeça” que os filmes europeus possuem.

Intocáveis (Intouchables), chegou ao Brasil como o filme mais rentável na história da França, fruto de seus inúmeros contrastes: riqueza/ pobreza, negro/ branco, clássico/ moderno, drama/ comédia, realidade/fantasia.
Suas duas maiores qualidade são a harmonia com que todos estes elementos são cozidos e um tempero raro hoje em dia: respeito a inteligência do espectador.

Perdi a estreia nos cinemas, mesmo sabendo que haviam boas críticas a seu respeito, mas confesso que o fato de ser “francês” e o rótulo de “cabeça”. Errei feio na época. Assisti em sua estreia no Telecine e como há muito tempo não era, fui surpreendido.

A história se baseia nas memórias do empresário Philippe Pozzo di Borgo (François Cluzet) e fala sobre a amizade com o argelino Abdel Yasmin Sellou, ou Driss (Omar Sy). O filme conta como surgiu a amizade do rico aristocrata tetraplégico Philippe ao problemático imigrante senegalês contratado para o auxiliar, mostrando todo humor entorno das desigualdades (físicas e sociais).

O roteiro não é cabeça, mas trata com respeito a inteligência que assiste. Dirigido por Olivier Nakache e Eric Toledano, é um dos filmes mais honestos que já vi e posso recomendar sem medo.

Nossa avaliação:
( _ ) Ruim pacas, devolva meu dinheiro!
( _ ) Regular, devia ter esperado sair na TV…
( _ ) Bom, cumpriu o prometido sem pisar no tomate!
( X ) Muito bom mesmo, valeu o ingresso!
( _ ) Modafoca!

Intocáveis – Intouchables
França , 2011 – 112 min.
Comédia / Drama
Direção: Olivier Nakache, Eric Toledano
Roteiro: Olivier Nakache, Eric Toledano
Elenco: François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny, Audrey Fleurot

<p>Dinheiro não traz felicidade… mas compra quadrinhos, que é quase a mesma coisa!</p>

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