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The Spirit, adaptação para as telas dos quadrinhos de Will Eisner que Frank Miller roteirizou e dirigiu, estréia em 25 de dezembro nos EUA. No Brasil, a data estabelecida pela Sony é 16 de janeiro de 2009.

Desta vez, não é um trailer que caiu na rede, e sim um clipe com sequências de cenas (intensas) que nos fazem querer que o tempo passe um pouco mais rápido!
Se você não conhece The Spirit, nunca ouviu falar deste personagem ou de seu criador, Will Eisner, preparamos um resumo caprichado para você!

Veja:

Spirit é um justiceiro mascarado bastante peculiar. Em 2 de junho de 1940, Will Eisner quebrava com dois paradigmas dos quadrinhos mais populares de sua época:

1º – Procurava afastar-se da figura dos super-heróis com suas roupas espalhafatosas, para assumir uma vestimenta muito mais sóbria, um terno e gravata comuns, completados por uma máscara que apenas lhe encobria os olhos e tampouco apresentando qualquer dom extravagante, que pudesse distinguí-lo grandemente do comum dos mortais;

2º – Buscava um leitor diferenciado daquele que consumia essas outras personagens, ansiando por atingir um público mais velho e com maiores exigências em termos de narrativas gráficas. Desta forma, as histórias do Spirit nem sempre se concentravam no protagonista, mas se utilizavam dele para apresentar uma narrativa sobre uma preocupação humana específica;

As histórias do Spirit são, em geral, pequenos contos que destacam a fragilidade do ser humano na luta pela sobrevivência frente a situações adversas e enfatizam, muitas vezes, a ironia da própria existência. Ainda que se constituindo basicamente em um defensor da lei e em essência assumindo a defesa do status quo, do American way of life, o protagonista da mais famosa série de Will Eisner não representa um mero agente da ordem ou um solucionador de problemas – como ocorre com os outros heróis dos quadrinhos –, mas é, também ele, mais uma vítima do modelo social predominante, impotente para apresentar qualquer tipo de solução ou resposta definitiva aos problemas da sociedade.

Muitas vezes, inclusive, é fragorosamente derrotado por oponentes e acontecimentos, evidenciando a incoerência da própria vida. Suas histórias eram às vezes exóticas, às vezes românticas e às vezes extremamente triviais, mas, em geral, enfatizavam mensagens em que predominavam o humanismo e o bom senso, mesmo quando acompanhados por cenas de violência.

Foi publicado até 28 de setembro de 1952, quando “vítima” do perfil comercial pós Guerra, entrou na geladeira literária até 1966, quando foi ressuscitado em um número especial do New York Magazine e em dois números de uma revista própria publicada pela Harvey Comics; ele só retornaria à ribalta a partir de 1973, com recopilações publicadas pela Kitchen Sink Enterprises. Ao final da década de 1990, a série passou a ser publicada pela DC Comics, que criou selos exclusivos para a reedição de todas as obras em quadrinhos de Eisner – Will Eisner Library e Will Eisner´s The Spirit Archives -, bem como para publicar seus novos trabalhos.

Aparentemente, Eisner encerrou a publicação de The Spirit em 1952 por estar cansado das exigências que o quadrinho comercial lhe colocava. Haviam sido mais de 600 histórias nos doze anos de existência do herói, além de uma tira diária que durou de 8 de dezembro de 1941 a 11 de março de 1944). A partir daí, passou a ser redator de sua própria revista P. S. Magazine, e não se dedicava exclusivamente ao seu pricipal personagem.

Mais informações a respeito de Will Eisner em http://www.willeisner.com

Fonte: Omelete

<p>Dinheiro não traz felicidade… mas compra quadrinhos, que é quase a mesma coisa!</p>

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