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Sinopse oficial: Em Arvorada, Chico Bento, o caipira mais famoso dos quadrinhos, leva uma daquelas lições que a vida de vez em quando dá em todos nós. Porque nem tudo pode ser deixado pra depois… Numa reinterpretação belíssima do clássico personagem Mauricio de Sousa, o premiado cartunista Orlandeli cria uma história tocante, com visual magnífico e momentos de amor, dor, humor, mistério e, especialmente, aprendizado.
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Já ouvi muita gente dizendo que “tal Graphic MSP não ficou legal” ou “Mais do Mesmo”.

Acredito que o real motivo que pode levar a este tipo de opinião é justamente o principal argumento que proponho quando quero convencer alguém a começar a ler este selo: as histórias são feitas para conversar com as pessoas. Algumas podem conversar mais, outras menos, pois os artistas convidados usam abordagens pessoais para adaptar os “filhos do Maurício” em histórias únicas.

Em Arvorada, temos a segunda adaptação de Chico Bento para o selo Graphic MSP. A primeira, Pavor Espaciar (link AQUI para ler mais a respeito) interpretada por Gustavo Duarte, tinha uma pegada cômica,engraçada, leve e inundada de referências pop e pessoais.

E quando falo que estas edições são feitas para falar com pessoas, de longe, esta foi a que mais conversou comigo. Tudo por causa do bendito pé de Ipê amarelo. Explico.

Arvorada é uma bela brincadeira com a forma caipira de falar que não só o chico Bento possui. Arvorada pode ser tanto o nascer de um novo dia, quanto uma quantidade grande de árvores. Já começo a me identificar, como bom nascido e residente do interior paulista.

Outro ponto foi a Vó Dita, personagem que o próprio Maurício importou de sua vida particular para os quadrinhos. Ao lerem, estou certo que muitos de vocês tiveram sua Vó Dita. Ela me lembrou muito minha avó materna, não pelo pé de ipê amarelo, mas por certos ensinamentos que tive na infância.

Agora falando do pé de ipê propriamente. Tive em frente de casa, por muitos anos, um belo pé de ipê amarelo. Realmente sua florada ocorre ao final do mês de agosto, justamente na época de meu aniversário. Sempre tive esse presente quando era moleque. Era outra época, plenos anos 80. Quantas boas recordações tenho daquela árvore, de como brinquei, subi, usei como “trave de gol”.

Ver o pé de ipê tão bem retratado pelo traço único do Orlandeli (aqui creio que muitos vão chiar) me trouxe de volta memórias que há muito não me recorriam. Quando uma obra faz isso com você, não há dinheiro que pague.

Assim como o Chico é levado a refletir, eu pergunto: o que é realmente importante pra você? Dinheiro você perde, mas depois pode ganhar. Saúde, você pode ficar mal, mas depois voltar a ficar bem. Com o Tempo essa regra não funciona. Ele não volta. Uma vez perdido, é para sempre. Use o seu fazendo coisas que te façam feliz. Empregue-o com quem te faz bem. O meu, gastei muito bem lendo esta edição, que me fez perceber quão bem curti minha infância.

Este texto dedico às minhas avós, à Vó Dita do Maurício, às Avós do Orlandeli e por que não, às Avós do Sidão, esse editor gente boa!
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Sobre esta obra, não posso dizer o quanto é boa ou não. Só tenho a agradecer o fato dela existir.

Publicado em: abril de 2017
Editora: Panini
Licenciador: Mauricio de Sousa
Categoria: Graphic Novel
Número de páginas: 100
Formato: (19 x 26 cm)
Colorido/Capa dura
Preço de capa: R$ 36,90

<p>Dinheiro não traz felicidade… mas compra quadrinhos, que é quase a mesma coisa!</p>

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